Origem Musical

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Rockabilly

O Rockabilly é um dos inúmeros subgêneros do rock and roll. Tornou-se conhecido durante os anos 1950, devido a artistas norte-americanos. Durante aquela década, o gênero foi impulsionado por batidas atrativas, guitarras e contrabaixos acústicos que eram tocados usando a técnica slap-back (batendo nas cordas, ao invés de puxá-las individualmente).

Embora o rockabilly seja considerado como tendo surgido no início dos anos 50, quando Bill Haley começou a misturar jump blues com electric country, pode-se dizer que surgiu pelo desenvolvimento da música country dos anos 40 - com artistas como: Tennessee Ernie Ford (Smokey Mountain Boogie), Hank Williams (Rootie Tootie), e Merle Travis (Sixteen Tons).

"Rock Around The Clock", sucesso lançado por Bill Haley em 1954, foi o ponto de partida do estilo, e catapultou as carreiras de diversos artistas do rockabilly. No mesmo ano, entretanto, um cantor chamado Elvis Presley iniciou a verdadeira popularização do gênero com uma série de gravações lançadas pela Sun Records.

O rockabilly também é o estilo usado nas primeiras gravações de Buddy Holly.
Já em 1958, face ao desaparecimento (precoce) de grande parte dos músicos, o rockabilly praticamente desapareceu da música popular norte-americana.
Nos anos 80, The Stray Cats reacenderam um breve interesse no rockabilly. Mais tarde, bandas como The Cramps e Reverend Horton Heat mesclaram o estilo com o punk, formando um sub-gênero chamado de psychobilly.

Bandas actuais de rockabilly usam em suas apresentações componentes teatrais característicos dos anos 50: o Penteado da epoca, roupas Retrô e Vintage dos anos 50, o slap do contrabaixo, o Finger-Pickin' na Guitarra, acompanhados pelos fãs da epoca,denominados de Rockabillys e Pin-up's.

 

Jump Blues

É um blues tocando em uptempo normalmente desempenhado por pequenos grupos e apresentando metais. Jump blues foi muito popular na década de 1940 e foi chamado de rock and roll na década de 1950.

Jump é uma evolução das Big Bands, como as de Lionel Hampton e Lucky Millinder. Estes primeiros anos 1940 essas bandas projetaram músicos como Louis Jordan, Jack McVea, Earl Bostic e Arnett Cobb.

Blues e jazz faziam parte do mesmo mundo musical, com muitos músicos tocando ambos os gêneros.

Jump blues ou simplesmente "Jump", era uma extensão do boogie craze. bandas de Jump como o Tympany Five, que veio a ser, ao mesmo tempo uma banda de boogie-woogie revival, conseguido com tal feito máximo com um estilo de boogie com progressão harmônica eigth-bar-blues.

Lionel Hampton gravou com uma estupenda Big Band de blues em 1942, a canção "Flying Home". Apresentando um estrondo sonoro, com uma impactante performance de um Sax Tenor , a música foi um hit na categoria "race records (termo para música negra na época). Tanto Hampton quanto Jordan juntaram o popular ritmo do boogie-woogie com os saxofones típicos do Swing, como exemplificaram Coleman Hawkins e Ben Webster, com letras engrçadas e jocosas tiradas do falar coloquial.

Como este desenvolvimento urbano, o jazz tornou-se mais popular, tanto músicos de blues, como músicos de jazz, queriam "tocar para o povo" isso favoreceu uma pesada e insistente batida. Esse tipo de música conquistou ouvintes negros que não se indetificava com a "casa sendo mais importante que a vida"

Jump Blues é executado com três metais e uma que cria uma Big Band com uma seção rítmica formada por 16 membro. O saxofone tenor é o instrumento mais importante do estilo. Grupos de Jump Blues se empenhavamm em tocar por a um preço muito menor do que o preço das Big Bands, e se tornou muito popular com os proprietários de baile. O saxofonista Arte Chaney disse que "Fomos insultados", quando o público não quis dançar.

Jump Blues era bastante popular nos anos 40 e início dos anos 50 através de artistas como Louis Jordan, Big Joe Turner e Wynonie Harris.

Elementos de Jump blues foram usados no rock and roll nos anos 1950. Ele foi revivido na década de 1980 por artistas como Joe Jackson e Brian Setzer e atualmente por bandas como "The Blue MoPac e Suburbans" e "Mitch Woods His Rocket 88s." bandas contemporânea de swing como Lavay Smith, Steve & The Lucky The Rhumba Bums Featuring Miss Carmen Getit e Stompy Jones também incluem muitos clássicos de jump blues e, seu repertório, essas bandas também escrevem canções originais neste estilo.

 

Boogie - Woogie

O Boogie-Woogie é um estilo de Blues, caracterizado pelo uso sincopado da mão esquerda ao piano. Foi muito popular entre os negros nos anos 30 e anos 40 nos Estados Unidos, sendo geralmente tocado pelos mesmos.

As bandas em geral tinham três pianos, violões e tocavam musica country e gospel em um estilo de guitarra próprio.

Os grandes nomes do estilo são Memphis Slim, Pete Johnson, Albert Ammons, Little Richard e Meade Lux Lewis que compuseram conhecidas músicas do gênero, como 6th Avenue Express, Boogie Woogie Stomp, entre outras.

 

Rock and Roll

Origens do gênero

As origens do rock and roll remontam ao final dos anos 1940 e início dos anos 1950 através de uma combinação de diversos gêneros musicais (predominantemente afro-americanos) populares naquele momento. Estes incluíram o gospel, a folk music e o blues - em especial as formas elétricas desenvolvidas em Memphis, Chicago, Nova Orleans, Texas, Califórnia e outros lugares - à base de um boogie woogie tocado no piano e um jump blues que foram se tornando conhecidos coletivamente como rhythm and blues. Também neste caldeirão, adicionaram-se influências de country music e jazz.

No entanto, elementos de rock and roll podem ser ouvidos em gravações country da década de 1930 e blues dos anos 1920. Durante aquele período muitos brancos norte-americanos experimentaram o jazz e o blues afro-americanos. Freqüentemente, a música "negra" era relegada a condição de produto musical racial (código da indústria fonográfica para estações de rádio de rhythm and blues) e raramente era ouvida pela corrente majoritária branca.

Poucos músicos negros de rhythm and blues, notadamente Louis Jordan, The Mills Brothers e The Ink Spots, alcançaram algum sucesso, embora em alguns casos (como o da canção 'Choo Choo Ch'Boogie', de Jordan), este êxito tenha sido alcançado com canções escritas por compositores brancos. O gênero Western swing da década de 1930, geralmente tocado por músicos brancos, também seduziu fortemente o blues e diretamente influenciou o rockabilly e o rock and roll, como pode ser ouvido, por exemplo, na canção Jailhouse Rock, de Elvis Presley, de 1957.

Voltando ainda mais longe, o rock and roll pode traçar uma linhagem para o velho distrito Five Points, em Manhattan, em meados do século XIX, cenário da primeira fusão pesadamente rítmica de danças africanas com a melodia de gêneros europeus, especialmente de origem irlandeses. Solid Rock Radio

 

Origens da expressão

Em 1951, em Cleveland, Ohio, o DJ Alan Freed começou a tocar rhythm and blues para uma audiência multi-racial. Freed é creditado como o primeiro a utilizar a expressão 'rock and roll' para descrever a música. No entanto, o termo já tinha sido introduzido ao público dos EUA, especialmente na letras de muitas gravações rhythm and blues. Três diferentes canções com o título 'Rock and Roll' foram gravadas no final dos anos 1940: uma em 1947 por Paul Bascomb, outra por Wild Bill Moore, em 1948, e ainda outra em 1949 por Doles Dickens, e a expressão estava em constante uso nas letras de canções R&B da época. Um outro registo onde a frase foi repetida durante toda a canção foi em Rock and Roll Blues, gravado em 1949 por Erline 'Rock and Roll' Harris.

A expressão foi também incluída nos anúncios para o filme Wabash Avenue, estrelado por Betty Grable e Victor Mature. Um propaganda para o filme que circulou em 12 de abril de 1950 anunciou Ms. Grable como ...the first lady of rock and roll e Wabash Avenue como ...the roaring street she rocked to fame.

Até então, a frase rocking and rolling (balançar e rolar), conforme uma gíria laica negra para dançar ou fazer sexo, apareceu em gravações pela primeira vez em 1922, na canção My Man Rocks Me Com Um Steady Roll, de Trixie Smith. Mesmo antes, em 1916, o termo rocking and rolling foi usado com uma conotação religiosa, no registro fonográfico de The Camp Meeting Jubilee, gravado por um quarteto masculino desconhecido.

A palavra rock teve uma longa história no idioma inglês como uma metáfora para to shake up, to disturb or to incite ("sacudir, perturbar ou incitar"). Em 1937, Chick Webb e Ella Fitzgerald gravaram "Rock It for Me", que incluía na letra o verso So won't you satisfy my soul with the rock and roll. (Então, você não vai satisfazer a minha alma com o rock and roll.). Rocking era um termo usado por cantores negros gospel na América do Sul para dizer algo semelhante ao êxtase espiritual. Pela década de 1940, no entanto, o termo foi usado como um duplo sentido, referindo-se pretensamente a dançar, mas também com o significado de implícito de sexo, como em "Good Rocking Tonight", de Roy Brown.

O verbo roll era uma metáfora medieval que significava ter relações sexuais. Durante centenas de anos, escritores têm utilizado expressões como They had a roll in the hay ou I rolled her in the clover. Os termos eram muitas vezes utilizados em conjunto (rocking and rolling) para descrever o movimento de um navio no mar, por exemplo, como na canção Rock and Roll, das Irmãs Boswell, em 1934, que apareceu no filme Transatlantic Merry-Go-Round' (literalmente, Transatlântico Carrossel), naquele mesmo ano, e na canção "Rockin 'Rollin' Mama", de Buddy Jones, em 1939. O cantor country Tommy Scott se referia ao movimento de um trem na ferrovia em Rockin e Rollin, de 1951.

Uma versão alternativa alegação é a de que as origens de rocking and rolling pode ainda remontar aos trabalhadores que trabalhavam nas ferrovias Reconstruction South. Esses homens cantariam canções na batida do martelo para manter o ritmo do seu instrumento de trabalho. Ao final de cada linha em uma canção, os homens balançariam seus martelos para baixo para furar um buraco na rocha. Os shakers - homens que ocupavam as pontas de aço perfuradas pelo martelo humano - balançariam o prego para frente e para trás para limpar a pedra ou rolar, girando o prego para melhorar a 'mordida' da broca.

 

Rhythm and Blues

Rhythm and Blues ou R&B foi um termo comercial introduzido no Estados Unidos no final de 1940 pela Revista Billboard. O termo teve uma série de mudanças no seu significado. Começando na década de 1960, após este estilo de música contribuiu para o desenvolvimento do rock and roll ", o termo R&B passou a ser utilizado - especialmente por grupos branco - para se referir a estilos musicais que se desenvolveu a partir do blues e associado eletric blues, bem como gospel e soul music. Até a década de 1970, o conceito de rhythm and blues estava sendo usado como um termo para descrever a soul e funk. Desde a década de 1990, o termo R&B Contemporâneo é utilizado principalmente para se referir a uma versão moderna de influencias de soul e funk na música pop. Em suas primeiras manifestações, o chamado rhythm and blues era uma versão negra de um predecessor do rock. Foi fortemente influenciado pelo jazz, particularmente pelo chamado jump blues (um jazz com predomínio de saxofone e pouca presença de guitarras) assim como pelo gospel. Por sua vez, também influenciou o jazz, dando origem ao chamado hard bop (produto da influência do rhythm and blues, do blues e do gospel sobre o bebop). Os músicos davam pouca atenção às distinções feitas entre o jazz e o rhythm and blues, e geralmente gravavam nos dois gêneros. Várias bandas (como as que acompanhavam os músicos Jay McShann, Tiny Bradshaw, e Johnny Otis) também gravavam rhythm and blues. Mesmo um ícone de arranjos bebop como Tadd Dameron também produziu arranjos R&B para Bull Moose Jackson, e trabalhou dois anos como pianista de Bull Moose após se estabelecer como músico de bebop. Um dos nomes que se destacou neste gênero foi Muddy Waters.

Não foi só no cenário pop dos EUA, mas também no do Reino Unido durante os anos 60, que o R&B atingiu seu auge de popularidade. Sem sofrer o mesmo tipo de distinção racial que limitava sua aceitação nos EUA, os grupos musicais britânicos rapidamente adotaram este estilo de música, e grupos como os Rolling Stones e The Animals levaram o rhythm'n'blues a grandes platéias.
Só a abreviatura R&B é usada, e não a expressão toda.

 

Blues

As Origens

O blues sempre esteve profundamente ligado à cultura afro-americana, especialmente aquela oriunda do sul dos Estados Unidos (Alabama, Mississipi, Louisiana e Geórgia), dos escravos das plantações de algodão que usavam o canto, posteriormente definido como "blues", para embalar suas intermináveis e sofridas jornadas de trabalho. São evidentes tanto em seu ritmo, sensual e vigoroso, quanto na simplicidade de suas poesias que basicamente tratavam de aspectos populares típicos como religião, amor, sexo, traição e trabalho. Com os escravos levados para a América do Norte no início do século XIX, a música africana se moldou no ambiente frio e doloroso da vida nas plantações de algodão. Porém o conceito de "blues" só se tornou conhecido após o término da Guerra Civil quando sua essência passou a ser como um meio de descrever o estado de espírito da população afro-americana. Era um modo mais pessoal e melancólico de expressar seus sofrimentos, angústias e tristezas. A cena, que acabou por tornar-se típica nas plantações do delta do Mississippi, era a legião de negros, trabalhando de forma desgastante, sobre o embalo dos cantos, os "blues".

As raízes no Delta

Há várias versões sobre aquela que é a primeira composição típica de blues, assim como seu primeiro idealizador. Diz a lenda que o autoproclamado "Pai do Blues" W. C. Handy ouviu este tipo de música pela primeira vez em 1903, quando viajava clandestinamente em um vagão de trem e observava um homem que tocava violão com um canivete.[carece de fontes?] Daí teria surgido aquele que é dito como o primeiro blues da história, St. Louis Blues. Porém o mais correto a afirmar é que o blues surgiu de uma forma mais ambiental e progressiva do que uma única canção. De fato, a instrumentalização das work songs (canções de trabalho) foi o marco inicial para o surgimento do blues como estilo de música.

O primeiro nome popular a surgir como músico específico de blues foi o de Charley Patton, em meados da década de 20. Posteriormente, na mesma época, surgiram nomes como de Son House, Willie Brown, Leroy Carr, Bo Carter, Silvester Weaver, Blind Willie Johnson, Tommy Johnson entre outros. A princípio, a maioria das canções interpretadas eram cantos tradicionais como Catfish Blues e John The Revelator, canções essas que tiveram vários intérpretes e versões variadas no decorrer da história. Porém, foi na década de 30 que surgiu aquele que é talvez o nome mais influente e idolatrado do blues: Robert Johnson. Influenciado sobretudo por Son House e Willie Brown, Johnson viveu pouco tempo, cerca de 27 anos, sendo que a sua data de nascimento não é totalmente precisa. Vitimado, segundo a lenda, por um whisky envenenado pelo marido de uma de suas amantes.[carece de fontes?] Gravou 29 canções apenas, entre 1936 e 1937, porém são considerados os maiores clássicos de blues de todos os tempos. Diz ainda a lenda que o estrelato de Robert Johnson veio após um trato feito com o diabo numa encruzilhada.[carece de fontes?] Johnson entregou sua alma ao diabo e em troca ele se tornaria o maior cantor de blues de todos os tempos. Coincidências à parte, de fato a curta vida de Robert Johnson é repleta de mistérios, sobretudo a sua controvertida morte.

No final dos anos 30 e inícios dos 40 surgiram as primeiras grandes bandas de blues, de Sonny Boy Williamson e Big Bill Broonzy. E a partir de 1942 o blues sofre sua primeira grande "revolução" interna com o soar das primeiras notas eletrificadas do legendário guitarrista T-Bone Walker. Certamente é deste nome que remonta as origens do formato consagrado do blues moderno, baseado na repetição 12 compassos da melodia base e com o solo totalmente livre do acompanhamento, (ou seja, o puro improviso) o que não ocorria até então já que o solista era na maioria dos casos também o responsável pelo parte rítmica instrumental. O que certamente tornou possível a T-Bone Walker ser o precursor do estilo clássico moderno do blues foram suas raízes no Jazz, que posteriormente imortalizariam a marca de seu Blues. Com a explosão do blues em Chicago e o advento da eletricidade na música, o blues atingiu um patamar novo, deixando de ser restrito a um pequeno grupo, para se tornar cultura popular no sul dos Estados Unidos.

O blues de Chicago

Em meados dos anos 40, começa um período intenso de migração do delta do Mississippi para Chicago, que já ocorria há alguns anos, porém de forma mais escassa. A população negra do sul dos Estados Unidos, procurando fugir da repressão e das condições precárias de vida que lá encontravam, viram em Chicago um lugar para novas oportunidades. Os músicos de Blues que, por essa época, chegavam em grande número a Chicago, encontraram a eletricidade na música, o que possibilitou uma gama enorme de novas possibilidades e os permitiu alçarem vôos mais altos com sua música. Talvez o grande nome dessa nova fase tenha sido o de Muddy Waters, o primeiro a eletrificar todos os instrumentos de sua banda. Com seu blues carregado, poderoso e intenso, Muddy Waters é talvez, junto com Robert Johnson, a figura mais influente e popular do blues americano, sendo o primeiro bluesman a ter seu nome reconhecido fora dos Estados Unidos, sobretudo na Inglaterra, onde influenciaria posteriormente o surgimento de diversas bandas importantes como The Beatles, Yardbirds e The Rolling Stones. Essa última inclusive teve seu nome baseado em uma música de Muddy Waters, Rollin' Stone. Waters compôs e/ou interpretou inúmeros clássicos máximos do blues como Baby Please Don't Go, I Can't Be Satisfied, Honey Bee e Hoochie Coochie Man, entre muitas outras. Sua importância no desenvolvimento do blues como gênero dominante no cenário mundial é tão grande que é necessário um capítulo à parte para descrever toda a sua obra.

Outro grandioso nome do blues surgido nesse período foi o de Willie Dixon. Um dos poucos baixistas líder de banda do Blues, Dixon é considerado o "poeta do blues", já que suas letras se tornaram hinos da cultura bluesística. Sem dúvida é o mais importante compositor da segunda geração do blues. É dele a composição de um dos maiores clássicos, Hoochie Coochie Man, que se tornou famosa na versão de Muddy Waters. Entre outros clássicos estão You Shock Me, I Can't Quit You Baby, Little Red Hooster (composição em parceria com Howlin' Wolf), Spoonful e Back Door Man.

Não menos importante foi o nome de Howlin' Wolf. Guitarrista e gaitista de origem, ficou famoso por sua voz rouca e de um blues bastante swingado. Definiu um estilo impossível de não ser reconhecido, que influenciaria de forma marcante posteriormente músicos como Eric Clapton, Jeff Beck e Stevie Ray Vaughan. Suas parcerias com Willie Dixon renderam verdadeiras obras primas, além de composições conjuntas. Destaques para The Little Red Rooster e Howlin' For My Baby.

A guitarra elétrica se tornou unanimidade absoluta no blues, nesse período, porém nenhum outro nome consagrou tanto a guitarra solo como elemento central do blues quanto B.B. King. Influenciado diretamente por T-Bone Walker, outro virtuose da guitarra solo, B.B. King criou um estilo único e quase inigualável de frasear o instrumento, de forma pura e melódica como poucos conseguem. O seu vibrato tornou-se marca registrada, dando aos solos de guitarra uma forma quase verbal. Sem falar de seu vocal-tenor que muitas vezes se destacava mais que o próprio instrumento. Influenciando praticamente todos os guitarristas que vieram posteriormente, é classificado, merecidamente, como o "rei do blues". De fato, blues e B.B. King hoje são termos quase inseparáveis.

Inevitável não citar a figura de John Lee Hooker, que se identificaria posteriormente pelo seu Booggie, e seu estilo falado de cantar, que se tornaria sua marca registrada. Porém sua importância no blues vai muito mais além do que apenas uma vertente adjunta. Além de ter sido um dos primeiros a eletrificar a guitarra no blues, John Lee Hooker foi o percursor do Blues de Chicago, antes mesmo de Muddy Waters ganhar renome e importância, e suas obras foram de total referência na estilo Rock que estava nascendo.

Os anos 60 e o Blues Britânico

Um dos momentos mais marcantes do blues foi a apresentação de Muddy Waters em Londres no início dos anos 50. Foi um marco, pois dali em diante o blues ganharia renome internacional e influenciaria o surgimento de novas vertentes musicais, especialmente o rock n' roll. Logicamente Chuck Berry é indiscutível como iniciador do modelo rock, porém sua origem é absoluta no blues, ainda mais na música de Waters. Mas foi o reconhecimento do blues na Inglaterra nos anos 50 que alavancaria o nascimento de uma revolução na história da música ocidental. E foi da fusão do blues, com essa nova vertente, o rock, que nasceria o gênero que marcaria em essência toda a nova geração de músicos que surgia no cenário mundial. Era o blues-rock. Bandas como Beatles, Rolling Stones, Yardbirds e mais posteriormente Cream, Fleetwood Mac, Jeff Beck e Led Zeppelin teriam suas raízes totalmente fundadas no blues elétrico de Chicago. Talvez o grupo de maior importância no recém surgido cenário blues britânico tenha sido John Mayall and the Bluesbreakers, que além de ter grande influência no crescimento do blues dentro do país, foi a banda-alçapão de músicos que viriam a se tornar importantíssimos nesse cenário musical em ascensão, como Eric Clapton, que posteriormente viria a formar o Cream, Peter Green que sairia do grupo para ser líder e compositor do Fleetwood Mac, e Mick Taylor, que seria requisitado como guitarrista dos Rolling Stones. E, com o reconhecimento mundial desses músicos, os nomes clássicos do folk-blues americano como Robert Johnson, Son House, Muddy Waters, Howlin' Wolf e B.B. King passaram a ser referências diretas. Foi no Newport Folk festival de 1963 que o blues teve seu auge, com a apresentação de diversas figuras consagradas do estilo. Daí em diante praticamente todos os músicos dos mais diversos estilos provenientes do rock e blues regravaram clássicos antigos. O Led Zeppelin, em seu primeiro álbum gravou uma série de composições de Willie Dixon, porém incluindo como autoria própria, o que resultaria em uma batalha judicial, que obrigaria a banda a identificar Dixon como autor original.

Na América, os efeitos foram diretos, e músicos como Creedence Clearwater Revival, The Doors, Bob Dylan e Jimi Hendrix desenvolveram seus estilos próprios fundamentados nas raízes do blues. Internamente, nomes como Albert King, Freddie King e Buddy Guy, iniciaram uma mudança na sonoridade do blues, juntando elementos típicos do rock, a guitarra distorcida e pesada, com o som tradicional, o que levaria alguns puristas a rejeitarem essa nova "moda" que contrariava o purismo tradicional da música.

O renascimento nos anos 80

Durante o anos 70, o blues, como forma predominante de influência musical, que havia influenciado o surgimento de diversas outras tendências, ia perdendo espaço cada vez mais para os elementos eletrônicos e especialmente da era disco. Até meados dos anos 80 o blues quase inexistia como estilo musical. As aparições dos músicos clássicos de Chicago eram cada vez mais esporádicas, e a própria nova moda rejeitava a sua tendência não comercial contrastante com a fase "Dancing" dos anos 80. Porém foi com o guitarrista texano Stevie Ray Vaughan, que o blues ganhou novas forças.

Virtuoso e intenso ao tocar, Vaughan trouxe à tona um estilo até então adormecido, regravando clássicos e criando uma marca própria, unindo elementos típicos do blues de Chicago de Albert King, B.B. King e Howlin' Wolf, com o virtuosismo de Jimi Hendrix. Medalhões apagados como B.B. King, Eric Clapton e outros voltavam a ser referências, e Vaughan foi o responsável por essa nova fase. Vaughan gravou quatro álbuns de estúdio, e neles estão composições que se tornaram referências ao blues e suas vertentes. Suas interpretações variavam do blues tradicional (Pride and Joy, Texas Flood), ao cool jazz (Stang's Swang, Riviera Paradise), passando por soul music (Life Without You), funk rock (Could't Stand't The Weather) e shuffle (Rude Mood).

Após a sua morte prematura em 1990, o blues nunca mais teve a mesma força e influênca que teve em tempos passados, e por isso seu nome é lembrado como um verdadeiro herói na história do blues. Coincidentemente ou não, o desaparecimento gradativo do blues no cenário mundial nos anos 90,coincidiu com a queda de praticamente todas a vertentes musicais expressivas, que foram cedendo espaços a estilos comerciais voltados para a mídia e para o marketing, pouco preocupados com uma expressão artística e cultural, da música como forma de transmissão de idéias e emoções, o que levou a uma queda acentuada na qualidade artística das composições musicais nesse final de milênio. Porém numa proporção mais restrita, novos músicos de blues surgem no cenário musical americano como Keb' Mo' e Corey Harris, mas ainda longe de ser expressivo e significativo como outrora fora.

Blues de dança

Blues é também o nome do estilo de dança informal conhecido por “swing dancing”, estilo sem padrões fixos e principalmente baseado no contacto, sensualidade e improvisação.

 

Country Music

Música country (em Português, música do interior) é uma mistura de estilos populares originalmente encontrados no Sul dos EUA a pelas montanhas dos Apalaches. Suas raízes são encontradas na música folclórica tradicional, na música celta, no Blues, na Música gospel, e na música popular do Século XIX que se desenvolveu rapidamente nos anos de 1920.[1] O termo, Country music começou a ser usado no anos da década de 1940, nos EUA, quando o termo original e precedente, música hillbilly (em Português, "música caipira"), foi considerado degradante, e o novo termo foi abraçado amplamente nos anos de 1970, enquanto o termo Country and Western caiu de uso deste então, com exceção do Reino Unido, aonde o termo ainda é freqüentemente usado.[1]

Também os imigrantes franceses e italianos contribuíram na sua formação, mas suas principais raízes são compostas pelas velhas canções inglesas. Por se tratar de um gênero representado pelos homens do campo é muito associado a vestes e instrumentos rústicos como o Banjo, Bandolim, Rabeca, Violão, Washboard, etc. As primeiras gravações datam de meados de 1922, quando a gravadora Victor lançou no mercado norte americano o som de Uncle Eck Robertson e Henry Gilliard. Nos EUA, Jimmie Rodgers é conhecido como o Pai da Música Country, que durante sua pequena carreira influenciou grandes nomes como Hank Williams e a lenda da Música Country Willie Nelson. Porém, o grande nome da Música Country foi Hank Williams, autor do clássico Jambalaya que é executado em todos os países do mundo como a música que mais representa esse estilo. Hank Williams teve uma carreira meteórica, morrendo aos 30 anos de idade em decorrência de Coma Alcoólico. Suas músicas até hoje são regravadas e executadas em todo mundo. Outros grandes nomes da Música Country são: Waylon Jennings, Johnny Cash, Bill Monroe, Patsy Cline, George Jones, Loretta Lynn, Emmylou Harris, Dolly Parton, Roy Clark, Don Williams, Merle Haggard, Doc Watson, Bob Dylan e mais recentemente Shania Twain, Alan Jackson, Taylor Swift, Clint Black, George Strait, Faith Hill, Kathy Mattea, Carrie Underwood, Suzy Bogguss, Brooks & Dunn, Billy Ray Cyrus, Garth Brooks, Travis Tritt, LeAnn Rimes e Tracy Lawrence.

A "capital" estadunidense da música country é Nashville, Tennessee, pois é lá onde se encontrava a sede de diversas gravadoras do gênero, e onde se realizaram os mais famosos festivais desse estilo musical.

Honky Tonk - Anos 40 e 50

O honky tonk é um estilo muito popular de country music, que começou a despontar nos anos 40. O maior representante deste estilo é Hank Williams que, apesar de ter morrido aos 29 anos (nasceu em 1923 e morreu em 1952), deixou sua marca como número um. Além dele, Lefty Frizzell e Ernest Tubb foram grandes na honty tonk country music.

Hank Williams nasceu em Georgia, Alabama e, ainda como adolescente, venceu um concurso amador de música, em Montgomery. Formou sua banda, os "Drifting Cowboys" , com os quais se apresentou, por uma década, na Rádio WSFA de Montgomery. Em 1946, era artista da Sterling Records, passando em 1947 para a recém criada MGM Records.

Apresentava-se, regularmente, na KWKH Radio da Louisiana. Com o marcante sucesso de "Lovesick Blues", ele foi convidado a assinar contrato com o "Grand Ole Opry", em 1949. E após esse sucesso, passou a freqüentar com regularidade as paradas de sucesso. Com Fred Rose participando das gravações, arranjos, tocando, produzindo e, às vezes participando das letras, Hank fez sucesso em 1949 com "Wedding Belles", "Mind Your Own Business", "You´re Gonna Change" e "My Bucket´s Got a Hole In It". Outros sucessos seguiram estes, tais como: "Jambalaya", "Honky Tonk Blues", "Tear in My Beer", "Baby We´re Really in Love" e "Honky Tonkin".

Ironicamente, seu sucesso de 1952, "I´ll Never Get Out Of This World Alive", aconteceu às vésperas de sua inesperada morte, de ataque do coração, no ano novo de 52 para 53. Ele e seus "Drifting Cowboys" haviam sido convidados para se apresentar em Canton, Ohio e Hank contratou um motorista para levá-lo, por causa da nevasca que caía. Durante o trajeto ele adormeceu e quando o motorista tentou acordá-lo, em Oak Hill, Virginia, ele já estava morto. Apesar de sua morte, suas mais recentes gravações e outras, continuaram fazendo sucesso durante o ano seguinte, como: "Your Cheatin´Heart", "Take These Chains From My Heart", "I Wont Be Home No More" e "Weary Blue From Waitin".Os últimos meses de sua vida, apesar de sua boa situação financeira, foram atribulados.

Usava drogas para inibir uma dolorosa doença na coluna, proveniente de uma queda de cavalo quando tinha 17 anos; também queimou-se no "Grand Ole Opry", em agosto de 52, por estar embriagado; divorciou-se e casou-se novamente, etc, etc, etc... Porém, apesar de tudo isto, era amado pela comunidade country. Mais de 20 mil pessoas compareceram a seu funeral, em Montgomery. Foi eleito para o "Hall of Fame" em 1961.Ernest Tubb nasceu em Crisp, no Texas, em 1914 e foi o sexto membro eleito para o "Hall of Fame". Foi, também, presença constante nos shows do "Grand Ole Opry", desde 1943 até sua morte. Seu ídolo, a quem costumava reverenciar, foi Jimmie Rodgers. Após limitado sucesso durante os anos 30, Tubb estourou com "Walking The Floor Over You", em 1942, alcançando a marca de mais de um milhão de discos vendidos e a oportunidade de se apresentar, pela primeira vez, no "Opry".

Desde então, até 1969, sucessos sucediam sucessos, como: "Goodnight Irene" (1950), "I Love You Because", "Missing in Action", "Two Glasses Joe" (1954), "Half a Mind", "Thanks a Lot", Mr. And Mrs. Used-To-Be" (em dueto com Loretta Lynn, em 1964) e "Let´s Say Goodbye, Like We Said Hello". Foi um artista vigoroso, conseguindo o recorde de 300 apresentações em um ano! Muito querido pelos colegas, quando quis gravar seu álbum "Legend and Legacy", em 1979, contou com o apoio de Loretta Lynn, Willie Nelson, Chet Atkins, Vern Gosdin, Merle Haggard, Johnny Cash, Ferlin Husky, Charlie Rich, Johnny Paycheck, Linda Hargrove, Marty Robbins, Conway Twitty, The Wilburn Brothers, Waylon Jennings, George Jones e muitos outros. Faleceu em 6 de setembro de 1984.Lefty Frizzell, nascido em Corsicana, Texas, em 1928, chamava-se William Orville Frizzell e o apelido "Lefty" ele ganhou durante sua curta e mal sucedida carreira de "boxer", que, felizmente, o conduziu para o campo musical. Com seus 17 anos, podia ser visto entoando músicas ao estilo "honky tonk", em Dallas e Waco (Texas), seguindo os passos de Jimmie Rodgers, porém, já com seu toque pessoal.

Em 1950, Frizzell gravou pela Colúmbia o sucesso "If You´ve Got The Money, I´ve Got The Time", que permaneceu mais de 20 semanas no topo das paradas de sucesso. Em 1951, dois novos sucessos alcançaram o nº 1 nas paradas, foram: "I Want To Be With You Always" e "Always Late". Em seguida foi convidado para o seleto grupo de membros do "Grand Ole Opry", continuando a fazer sucesso até o final da década, fiel ao estilo honky tonk. Nos anos 60, mais de uma dúzia de sucessos vieram a se somar aos anteriores, como por exemplo: "Saginaw, Michigan" (1964), "She´s Gone, Gone, Gone" (1965). Seu último sucesso pela Colúmbia foi "Watermelon Time in Georgia", em 1970. Gravando pela ABC Records, Frizzell começou a relembrar o passado com "I Never Go Around Mirrors", "Luck Arms" (1974) e "Falling" (1975). Em 19 de julho de 1975 ele sofreu um ataque e veio a falecer. Eleito, em 1982, para o "Hall of Fame", Lefty Frizzell influenciou muitos dos futuros artistas, como Merle Haggard, George Strait, Keith Whitley e, mais recentemente, Dwight Yoakam, Clint Black e Doug Stone, entre outros.

 

Psicodelia nos anos 60

A música psicadélica, se refere a tipo de produção musical "intimista" (ou seja conota reflexão sobre processos internalistas do comportamento), cujos temas mais centrais exploram bastante "subjetividade", "loucura", "obsessão", "tendências à drogas psicoativas", "imagens", "alucinações" e "melancolia". As principais características do estilo incluíam músicas instrumentais muito longas e efeitos sonoros especiais (tais como vozes repentinas durante movimento de corte do ritmo da música, risos "imotivados" trazendo como referência quadros clínicos de alucinação ou desespero), muitas vezes com harmonias contrastantes e experimentais.

Além disso, o termo "Psicodélico" pode se referir a manifestações de um profundo auto-conceito musical, isto é, reflexões acerca da subjetividade do próprio artista. Se tornou mais conhecido através do grupo de rock The Beatles em sua famosa "fase psicodélica" entre os anos de 1966 a 1967. Outros grupos também exploram bastante esta temática como por exemplo os primeiros trabalhos do Pink Floyd e The Who. No Brasil,temos os grupos Secos e Molhados e Mutantes como principais expoentes deste movimento musical. Para este tipo de música, o uso de Sintetizador é fundamental.

Nos Estados Unidos este som era característica particular da música da costa oeste, tendo na sua vanguarda bandas como os Beach Boys, Grateful Dead, Quicksilver Messenger Service, The United States of America, Vanilla Fudge, Tommy James and the Shondells e Jefferson Airplane. Os Doors ajudaram a popularizar o Acid rock, um estilo parecido com o psicadélico. Também existiam bandas menos conhecidas noutras regiões, tais como os "13th Floor Elevators" e os "Bubble Puppy", assim como os Third Bardo de Nova Iorque, banda que voltou à cena esporadicamente nos anos 90. Os The Byrds também contribuíram para o movimento psicadélico com "Eight miles high" uma música com harmonias vocais ímpares e longos solos de guitarra de Roger McGuinn que diz ter sido inspirado por raga e John Coltrane. Este estilo chegou também à música negra, com o nome de "psychedelic soul", produzindo êxitos como, "Ball of confusion" e "Psychedelic shack" dos The Temptations e "Reflections" por The Supremes, tendo acabado por aí.

Na Inglaterra, apesar da "revolução psicadélica" ter ocorrido mais tarde, o impacto não foi menor. Músicos consagrados como, Beatles, The Animals e The Who produziram um grande número de músicas psicadélicas. No caso dos Beatles, é particularmente o caso de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que incluía a faixa "Lucy in the Sky with Diamonds" que teria as iniciais "LSD", embora John Lennon, o autor sempre dissesse tratar-se de uma coincidência e que o nome da música era baseado num desenho feito pelo seu filho. Revolver e Magical Mystery Tour foram outros álbuns da banda de Liverpool que incluíam músicas psicodélicas. Os Animals, que nesse época tinham apenas um dos integrantes originais, não tinhas mais muito sucesso, mas conseguiram emplacar hits como: Sky Pilot, Monterey e San Franciscan Nights.

A música dos Beach Boys tornou-se mais psicadélica devido ao aumento do uso de drogas por parte de Brian Wilson, compositor, produtor e orquestrador do grupo. Álbuns como "Pet sounds" e "SMiLE", de Wilson, nunca editado, mostram essa crescente experiência. A música dos Cream e dos Pink Floyd (no seu início) é também representativa do movimento psicadélico na Inglaterra. A Joe Meek, produtor independente, é atribuída a invenção do phasing sound, notavelmente mostrado pela primeira vez no êxito dos Status Quo (banda) intitulado "Pictures of matchstick men" mas também ouvido em "See Emily play", "The lemon pipers" e "Green tambourines" dos Pink Floyd, em "Silver machine" dos Hawkwind, "Ican see for miles" e "pictures of Lily" dos Who, em "Strawberry fields forever" dos Beatles e "We love you" dos Rolling Stones, sendo este os melhores exemplos do rock psicadélico inglês.

Um bom número de bandas que foram pioneiras do rock psicadélico, abandonaram o estilo no fim da década de 60. Um ambiente político hostil e a entrega do underground às anfetaminas, à heroína e à cocaína, levaram a que a música se tornasse cada vez mais pesada. Ao mesmo tempo, Bob Dylan editava "John Wesley Harding" e The Band, "Music from the big pink", álbuns que se voltaram para as raízes, o que foi seguido por muitas bandas dos dois lados do Atlântico, tendo inclusivamente Eric Clapton citado "Music from the big pink" como sendo a primeira razão para ter abandonado os Cream.

Os músicos e bandas que continuaram com a psicadélia tornaram-se os criadores do rock progressivo nos anos 70, que mantendo o gosto pelos sons estranhos e longíssimos solos, adicionaram influências do jazz e da música clássica à nova mistura. O Yes é um exemplo dessas bandas, que se formou a partir de três grupos de rock psicadélico, os "Syn" donde saiu Chris Squire, "Tomorrow", de onde saiu Steve Howe e "Mabel Greer's Toy Shop" de onde veio Jon Anderson. O King Crimson também apresenta elementos psicodélicos, mas o Gong é o maior representante da psicodelia no rock progressivo, principalmente em seus discos iniciais - a trilogia "radio gnome invisible" é o maior exemplo.

Rock Progressivo

Rock progressivo (também abreviado por prog rock ou prog) é um estilo de música de rock que surgiu no fim da década de 1960, na Inglaterra. Conseguiu se tornar muito popular na década de 1970, mas ainda hoje possui muitos adeptos.

O estilo recebeu influências da música clássica e do jazz fusion, em contraste com o rock estadunidense historicamente, influenciado pelo rhythm and blues e pela música country. Ao longo dos anos apareceram muitos sub-géneros deste estilo tais como o rock sinfônico, o space rock, o krautrock, o R.I.O e o metal progressivo. Praticamente todos os países desenvolveram músicos ou agrupamentos musicais voltados a esse gênero.

As principais características do rock progressivo incluem:

Elementos essenciais

Composições longas, por vezes atingindo os 20 minutos (ou até mesmo durando o tempo de um álbum inteiro, como é o caso do Thick as a Brick, da banda Jethro Tull), com melodias e harmonias complexas. Estas são muitas vezes chamadas de épicos e são a melhor aproximação do género à música clássica. Um bom exemplo dos primeiros foi a peça de 23 minutos "Echoes" dos Pink Floyd, ou "Atom Heart Mother". Outros exemplos famosos são: "Close to the Edge" dos Yes com 18 minutos, "2112" e "Hemispheres" do Rush com 20 e 18 minutos, respectivamente. "A Change Of Seasons", com 23 minutos e "Six Degrees of Inner Turbulence", com 42 minutos (dividida em 8 sessões, também chamados "Atos"), "Octavarium", com 23 minutos, todas do Dream Theater e "Supper’s Ready" dos Genesis com 23 minutos, além do álbum de uma só música, do Jethro Tull, Thick as a brick, "Eruption" Focus com 23 minutos e Emerson, Lake & Palmer, com as peças "Tarkus" e "Karn Evil 9". No Brasil temos "1974" do e "Amanhecer Total" do O Terço com 13 minutos e 19 minutos respectivamente, "Eyes of time" do Arion com 14 minutos, "Luares" do Palma com 15 minutos e "Hey Joe" dos Mutantes com 12 minutos.

Mais recentemente encontram-se exemplos extremos: "Light of Day, Day of Darkness" dos Green Carnation com 60 minutos e "Garden of Dreams" dos The Flower Kings com 64 minutos, embora dividido em 18 secções.

Letras que abordam temas como ficção científica, fantasia, religião, guerra, amor, loucura e história. Na anos 1970 muitas bandas progressivas (principalmente alemãs) usavam letras de cunho político esquerdista. No entanto, o factor "letras" não pode ser utilizado para definir o rock progressivo. Muitas das grandes músicas no rock progressivo são instrumentais.

Álbuns conceptuais, nos quais o tema ou história é explorado ao longo de todo o álbum, tornando-se um conceptual do estilo ópera rock se seguir uma história. Na época dos discos de vinil, normalmente eram usados álbuns duplos com capas com gráficos bastante sugestivos e muito completas. Exemplos famosos disso incluem: The Lamb Lies Down on Broadway dos Genesis, 2112 e Hemispheres do Rush, Tales From Topographic Oceans dos Yes, Dark side of the Moon e The wall dos Pink Floyd, e mais recentemente Metropolis, Pt. 2: Scenes From A Memory e Six Degrees of Inner Turbulence, ambos dos Dream Theater, Bigorna do Cartoon (banda) ou Snow dos Spock's Beard.

Vocalizações pouco usuais e uso de harmonias vocais múltiplas: Magma, Robert Wyatt e Gentle Giant.

Uso proeminente de instrumentos eletrônicos, particularmente de teclados como órgão Hammond, piano, mellotron, sintetizadores Moog (moog modular e minimoog) e sintetizadores ARP, em adição à combinação usual do rock de guitarra, baixo e bateria. Além disso, instrumentos pouco ligados à estética rock, como a flauta (o mais utilizado destes), o violoncelo, bandolim, trompete e corne inglês. A busca de novos timbres e novos padrões sonoros, conseguidos naturalmente através desses instrumentos ou tratados em estúdios, também sempre foi uma obsessão de seus músicos e admiradores, ávidos por atingirem as portas da percepção sonora.

O uso de síncope, compasso composto, escalas musicais e modos complexos. Algumas peças usam múltiplos andamentos e tempos muitas vezes sobrepostos. O início de Close To The Edge dos YES é um exemplo claro de polirritmia. A banda King Crimson combina muitas vezes muitos deste elementos na mesma música. Muitas das músicas do Rush são em parte ou completamente na métrica de 7/8. “Dance of eternity” do Dream Theater, tem mudanças de compasso numa sequência de 5/8-5/8-7/8-5/8-7/8-5/8-5/8-7/8.
Enormes solos de praticamente todos os instrumentos, expressamente para demonstrar o virtuosismo e feeling dos músicos, sendo esta o tipo de actuação que contribuiu para a fama de intérpretes como os tecladistas Rick Wakeman e Keith Emerson, os bateristas Neil Peart, Mike Portnoy e Carl Palme, guitarristas como David Gilmour, John Petrucci e Steve Howe e baixistas como Chris Squire, John Myung e Geddy Lee.

Inclusão de peças clássicas nos álbuns. O Yes, por exemplo, começavam os seus concertos com um sampler de “Firebird suite” de Igor Stravinsky e o Emerson Lake & Palmer tocava arranjos de peças de Aaron Copland, Bela Bartok, Modest Mussorgsky, Sergei Prokofiev, Leoš Janáček e Alberto Ginastera, e muitas vezes misturavam partes extensas de peças de Johann Sebastian Bach. A banda Marillion começou concertos com “La Gazza Ladra” de Gioacchino Rossini e deram esse nome ao seu terceiro álbum ao vivo. Symphony X inspirou-se em e incluíram peças de Ludwig van Beethoven, Gustav Holst e Wolfgang Amadeus Mozart. Emerson Lake & Palmer chegaram ao ponto de tocar apenas clássicos. Pictures at an exibition, do grupo Emerson, Lake & Palmer é o melhor exemplo disso, sendo uma peça de Mussorgsky à qual foi dada um arranjo rock, e acrescentadas letras e músicas compostas pelos intérpretes.

Outros exemplos são “The Barbarian” (um arranjo para piano da peça “Allegro Bárbaro” de Bela Bartok e “Knife edge” (um arranjo com letra da “Sinfonietta” de Leos Janacek em conjunto com “French suite em Ré menor de Bach. Os grupos Renaissance, OMEGA e diversas outras bandas costumavam inserir trechos de peças barrocas como a "Toccata e Fuga em Ré menor BWV 565" de Bach.

 

Surf Music

Surf Music é um estilo de música que se originou na EUA que mistura elementos de surf music e rock and roll, é atribuido é parte aos número de imigrantes mexicanos no sul da California, acrescentou elementos do melodias espanholas, assim como títulos populares como "México "," Baja ", e" Esperanza ". Os estilos influentes estilos no foram rock 'n' roll, pop rock e surf music.

Enquanto em 1960s, o surf music e rock 'n' roll eram estilos distintos, associada a danças concorrentes representando diferentes estilos e culturas juvenis concorrentes, o desenvolvimento do rock, desde então, tem por base dois estilos. Muitas críticos agora classificam todas as bandas de surf music como surf rock, por conseguinte, como um subgenre do rock. Dick Dale, declarou em uma entrevista que ele primeiro realizado surf music entre 1955-1957 (ele alegou ter pouco conhecimento): dada a natureza da sua pré-gravação de "Let's Go trippin '" e sua inclinação (intencional ou não) de fazer incorrecto, ele declara a auto-influência, isso ficao um tanto quanto indefinido. Duane Eddy na instrumental "Movin 'e Groovin'" é refirdo por muitos como sendo o primeiro registro popular de surf rock, enquanto outros afirmam que o primeiro foi Dick Dale e, "Let's Go trippin '".

Dale era um surfista e tentou transferir a emoção e adrenalina do esporte através da sua gutarra. Ele colocava frequentemente sua herança libanesa na música, incorporando tonalidades e instrumentos modal, como finger cymbals e palhetas.

Muitos bandas surf que surgiram incorporaram influências Oriental & Espanhola /LatinaAmérica, assim como Dale fez bastante uso de reverb (eco). Seu rapidez em tocar double picking e staccato também foi muito influente e é uma parte importante do início do som "surf", talvez mais ainda do que a reverberação, que só foi introduzido anos após Dale já tinha lançado seu primeiro single. Na Austrália, que sempre teve uma forte cultura praiana, o gênero foi fortemente abraçado na década de 1960, embora bandas australianas de surf rock bandas como The Atlantics tiveram mais influências da famosa da banda britânica instrumental The Shadows. The Chantays gravaram o single "pipeline" e esse se tornou um hit nacional, embora grande parte da cena foi altamente localizada no sul da Califórnia.

A única música mais famosa de surf "Wipe Out" de 1963, dos Surfaris, que atingiu a 2ª e 10ª posição na Billboard em 1965. O grupo tinha duas outros hits global "Surfer Joe" e "Point Panic". O Surfaris são conhecidos pela vanguardista guitarra rítmica de Jim Fuller e a bateria de Ron Wilson emcanções. Durante meados dos anos 1990,

A Surf Music experimentou um tardio um revival tanto de bandas mais antigas surf e no surgimento de novas. A popularidade do filme Pulp Fiction, que incluiu surf music, aumento o renascimento do gênero no século 21.

 

Psychobilly

Psychobilly é um gênero musical geralmente descrito como um mistura entre o punk do final dos anos 70 e o rockabilly norte-americano dos anos 50. O gênero também é caracterizado pelas referências à filmes de terror e assuntos como violência, sexualidade lúgubre e outros tópicos geralmente considerados tabus, embora apresentados de forma cômica e corajosa.

História

O termo "psychobilly" foi usado pela primeira vez por Johnny Cash em sua canção “One Piece at Time”, sucesso no Top Ten de 1976. Passaria a ser usado para definir o gênero alguns anos depois, quando o The Cramps descreveu sua música como "psychobilly" e "voodoo rockabilly" nos pôsteres de seus shows. Embora o Cramps tenha rejeitado a idéia de ser parte do cenário psychobilly, são eles, juntamente com artistas como Screamin' Jay Hawkins, The Stray Cats e Meteors, os considerados precurssores do movimento. Musicalmente falando, haviam antecedentes também no cenário garage rock e pub rock já nos anos 60 e começo dos 70.

A primeira banda considerada psychobilly foi a Meteors, formada no sul de Londres em 1980. Com um integrante que fazia parte da subcultura rockabilly, outro envolvido com a subcultura punk e um terceiro que era fã de filmes de terror, suas idéias musicais se juntaram e formataram o gênero como ele existe atualmente. O Meteors também inventou o conceito do psychobilly ser apolítico, encorajando seus shows a serem zona "não-politizada" em função de evitar brigas entre os fãs, como estava se tornando recorrente no cenário punk da época. Até hoje, praticamente nenhuma música de psychobilly fala de política, apesar da maioria dos psychobillies repudiarem os pensamentos de extrema direita.

Em 1982 uma casa noturna chamada Klubfoot foi aberta em Hammersmith, a oeste de Londres, criando um lar para o cenário britânico de psychobilly. O clube seria eventualmente demolido, dando lugar a prédios de escritórios e uma estação de ônibus. Por nunca ter sido um estilo muito popular, seus fãs frequentemente organizam “Finais de Semana Psychobilly” em que várias bandas tocam juntas para conseguir atrair bastante público. Os primeiros finais de semana foram organizados no Reino Unido em meados dos anos 80.

O psychobilly eventualmente se espalharia através da Europa, particularmente na Alemanha, Itália e Espanha, em alguns lugares nos Estados Unidos e gradualmente na Ásia, especialmente no Japão. Enquanto o psychobilly do começo dos anos 80 (com Meteors, Sharks, Batmobile) era similar ao punk ou ao garage rock, o psychobilly do final da mesma década já lembrava mais o heavy metal (com Nekromantix, Demented Are Go, Klingonz, Mad Sin), enquanto o estilo dos anos 90 e 2000 se aproxima do som do psychobilly norte-americano (Reverend Horton Heat, Los Gatos Locos, Tiger Army).
A moda psychobilly é caracterizada por um penteado chamado “quiff”, um tipo de moicano rockabilly, enquanto as roupas combinam o estilo punk (cabelo tingido, trajes surrados e rasgados e jaquetas de couro), com a moda inicial do rockabilly (estampas com figuras de animais).

 

Rock de Garagem

Rock de garagem é uma forma não trabalhada de rock and roll que ficou famosa primeiramente nos Estados Unidos da América e Canada entre 1963 e 1967.

O rock de garagem não foi reconhecido como um gênero de música independente, durante os anos 1960, e nem foi dado nenhum nome específico, nestes anos, para seu estilo. No início dos anos de 1970, alguns críticos do rock retroativamente batizaram-o de punk rock. Contudo, o estilo musical foi mais tarde atribuído o termo, rock de garagem, ou punk dos anos 60, para evitar confusão com a música das bandas punk do fim da década de 1970, tais como Sex Pistols e The Clash.

Deve-se a origem do termo informal, rock de garagem, as bandas dos adolescentes que muito desejavam seguir seus ídolos de rock mas que não podiam pagar as horas caras de ensaios musicais em estúdios profissionais, com seu alto custo de aluguel e, como alternativa, ensaiavam nas suas garagens de casa. Outro termo similar usado, as vezes, é backyard band (bandas de fundo de quintal) as bandas que tocavam em festinhas caseiras.

História

O estilo foi caracterizado pelas gravações com baixo custo de produção, geralmente realizadas por adolescentes nas garagens de suas casas. A gravação de 1958 "Jenny Lee" de Jan and Arnie (que posteriormente tornou-se Jan and Dean), é considerada marco inicial do gênero.

O estilo evoluiu das cenas regionais dos Estados Unidos desde 1958 com artistas como The Wailers e Link Wray. No começo da década de 1960 o estilo passou a ganhar proporções nacionais daquele país, com bandas como The Kingsmen, Paul Revere and the Raiders, The Trashmen e The Rivieras. A Invasão Britânica dessa época também influenciou na modelagem do som do rock de garagem, além de incentivar a formação de novas bandas de rock. Os artistas britânicos mais referenciados eram aqueles com grandes bases no blues como The Kinks, The Animals, The Yardbirds, The Pretty Things e The Rolling Stones. Os Beatles eram considerados influência por todas as categorias de bandas da época, ainda que os puristas do rock de garagem os rebaixavam devido à grande diversidade do som da banda.

O estilo de garagem, que teve seu auge comercial em 1966, acabou decaindo em popularidade até sua extinção em 1970. Na década de 1970 o estilo foi revigorado sobre nova roupagem, o punk rock. Inclusive o termo era utilizado originalmente para identificar exclusivamente o rock de garagem, que ganhou esse novo termo para que as bandas da década de 1960 não fossem confundidas ou misturadas com a nova geração de bandas tais como Sex Pistols.

Nos anos 1980 várias bandas revitalizaram o rock de garagem, como o The Fuzztones. Um dos grandes símbolos dessa década são os temas, geralmente sobre terror ou sobre as guitarras fuzz, que destruíam o som da guitarra. Durante a década de 2000 outras diversas bandas revitalizaram o estilo.

 

Krautrock

Krautrock (ou simplesmente Kraut, ou ainda krautwave) é um nome genérico atribuído às bandas experimentais na Alemanha do fim da década de 1960 e começo da década de 1970. Era originalmente um termo utilizado de forma pejorativa pela imprensa musical inglesa, e acredita-se que tenha sido criado por ela a partir da expressão popular Kraut, que significa uma pessoa alemã e por sua vez derivada do prato tradicional alemão chucrute, sauerkraut (literalmente "repolho azedo"). No entanto, muito por causa do sucesso dessas bandas, o termo ganhou mais tarde um significado positivo sendo atualmente visto como um título de reconhecimento ao invés de insulto.

Bandas tipicamente definidas como krautrock do começo de 1970 são Tangerine Dream, Faust e Can, além das associadas ao produtor Cony Plank, como Neu!, Kraftwerk e Cluster. Essas bandas manifestavam uma reação ao vácuo cultural na Alemanha pós-Segunda Guerra Mundial e de forma geral rejeitavam a cultura Anglo-Americana em favor de uma definição própria, mais radical e experimental, do que seria a nova cultura alemã. O krautrock, em termos musicais, pode ser considerado uma síntese de influências que transitam entre a psicodelia de nomes como Pink Floyd (em sua fase inicial), La Monte Young e Velvet Underground e as vanguardas eruditas do século XX (músicas concreta e eletroacústica), incluindo ainda passagens pelo minimalismo, pelo atonalismo e pelo free jazz. É caracterizado por um gosto obsessivo por dissonâncias, ruídos, colagens sonoras, improvisação e ritmo, freqüentemente preocupando-se mais com o timbre do que com a melodia.

Gêneros como o pós-punk (Pere Ubu, The Fall, Joy Division e PIL), industrial (Einstürzende Neubaten), no-wave (Sonic Youth), eletrônico (Gary Numan, Throbbing Gristle e Cabaret Voltaire) ou mesmo o som de bandas como Mouse On Mars e Stereolab tiveram alguma inspiração no krautrock.

Um erro freqüente é a classificação de toda a cena rock alemã dos anos 70 com a utilização da denominação krautrock: é quase normal encontrar artigos que tratam o termo como uma espécie de "saco sem fundo" e que terminam por incluir bandas de hard alemão como Lucifer's Friend e Eloy nessa categoria, o que é um grande erro. Tradicionalmente, o krautrock é sinônimo de ruptura com o paradigma "vejam o quão rápido podemos tocar", substituindo-o por "vejam o quão longe podemos ir".

 

Rockers x Mods

A subcultura mod teve inicio com algumas turmas de garotos adolescentes com conexões familiares com o comércio de tecidos em Londres em 1958. Esses primeiros mods eram geralmente de classe média, obcecados com tendências da moda e estilos musicais, como ternos italianos bem justos, jazz moderno e rhythm and blues. Sua vida social urbana era impulsionada, em parte, por anfetaminas. É crença popular que os mods e seus rivais, os rockers, foram uma evolução dos Teddy boys, uma subcultura da Inglaterra da década de 50. Os Teddy boys eram influenciados pelo rock 'n' roll norte-americano, usavam trajes Edwardianos e penteados pomposos. No entanto, não existe um contínuo histórico consistente entre os Teddy Boys e os Mods, cujas origens se encontram fora do espectro do rock and roll.

Enquanto o estilo de vida se desenvolvia e era adotado por adolescentes ingleses de todas as classes econômicas, os mods expandiram seus gostos musicais para além do jazz e do R&B, abraçando também o soul (particularmente da Motown), o ska jamaicano e o bluebeat (versão inglesa do rítmo jamaicano). Eles também deixaram sua marca no desenvolvimento da beat music e do R&B britânicos, exemplificados em bandas como Small Faces, The Who e The Yardbirds. Entre as bandas britânicas menos conhecidas associadas ao cenário mod, estão The Action, The Creation e John's Children.
Os mods se reuniam em pubs londrinos como o Goldhawk e o Marquee Club para exibir suas roupas e passos de dança. Eles usavam tipicamente scooters como meio de transporte, normalmente das marcas Lambretta ou Vespa. Uma das razões é que o transporte público encerrava suas atividades relativamente cedo, e as scooters eram mais baratas do que automóveis. Depois que uma lei exigindo a instalação de pelo menos um espelho em motocicletas foi aprovada, os mods adicionaram 4, 10, 32 espelhos a suas scooters como forma de zombar da nova lei.

Outra subcultura jovem, conhecida como rockers (associadas à motocicletas e jaquetas de couro), freqüentemente entrava em conflito com os mod .
Os mods eram produto de uma cultura em constante evolução, e talvez tenha sido inevitável que o cenário acabasse por devorar a si próprio. Quando Bobby Moore levantou a taça da Copa do Mundo no verão de 1966, a cena mod já se encontrava em visível declínio. Quando as culturas psicodélica e hippie surgiram, muitas pessoas se afastaram do estilo de vida mod. A cultura hippie representava um perspectiva calma da vida, em total oposto à energia frenética do mito mod. Bandas como The Who e Small Faces mudaram seus estilos musicais, e não mais se representavam como mods.

Na outra extremidade do espectro, tanto em filosofia quanto em aparência, os "hard mods" (vulgo "gang mods") eram mais violentos do que o resto de seus confrades. Com menos ênfase nas tendências da moda, e com o cabelo raspado bem curto, eles se tornaram os primeiros skinheads. Eles mantiveram a música mod original viva, tomando elementos básicos do visual mod - ternos de três botões, camisas Fred Perry e Ben Sherman, calças Sta-Prest e jeans Levi's - os misturando com acessórios da classe operária, como braçadeiras e botas Dr. Martens.

 

Surgimento da palavra Rock n'Roll

Outro dia um velho rocker amigo meu me procurou para discutir as origens do nome rock 'n' roll. O nome, eu expliquei, foi criado por Alan Freed, um disc-jockey de Cleveland que depois se firmou em Nova York. Sua intenção era de tirar a pressão causada por pais de adolescentes brancos, preocupados pela alma de seus filhos que passaram a ouvir rhythm & blues, julgada por eles como sendo uma música pagã por ser criada e executada pelos negros. A solução simplória e politicamente correta de Freed foi de mudar o nome do gênero da música. Mas mesmo conhecendo esta história, uma pergunta persiste. De onde Alan Freed tirou o nome rock n' roll?

Segundo o que se sabe, Alan Freed apenas buscou um nome que ele julgava associar a música com a dança frenética que os adolescentes exercitavam. "To rock" é balançar e "to roll" é rolar. Basicamente o nome significa "Balançar e Rebolar". E as duas palavras (rock e roll) já vinham sendo usadas em canções e em seus títulos, portanto o nome lhe parecia muito natural e de fácil assimilação, o que de fato era.

O que Alan Freed não sabia é que o termo era, dentro da comunidade negra, um sinônimo para sexo. Exprimem dois movimentos naturais exercidos durante uma relação sexual, o balanço cadenciado de cima para baixo e o rebolar do casal em horizontal. E esta conotação passou a ficar mais popular nos anos vinte, segundo consta, com o surgimento de uma canção, lançada pelo Black Swan Records no outono de 1922: "My Daddy Rocks Me (With One Steady Roll)", gravada pela cantora Trixie Smith.

Esta canção não só populariza a conotação sexual destas duas palavras como também as une pela primeira vez na indústria fonográfica. Traduzindo literalmente seria "Meu Papai Me Balança (Com Um Firme Rebolado)". Diga-se de passagem que o termo escolhido, 'Meu Papai' é gíria para dizer 'Meu Homem' ou 'Meu Macho.' Composição de J. Berni Barbour, este pequeno sucesso de Trixie Smith abriu precedente para uma enxurrada de outras canções usando o termo rock de formas igualmente sugestivas. Dois exemplos seriam as canções "Rock That Thing" de Lil Johnson e "Rock Me Mama" de Ikey Robinson, que surgiram naquele mesmo ano.

Com a chegada dos anos trinta, o termo rock já não se limita a sugerir a relação sexual de um casal, passando a ser usado como um adjetivo para ilustrar a sensualidade existente no ritmo da música. Um dos primeiros exemplos deste uso é com "Rockin' in Rhythm" de Duke Ellington, lançado pela Victor Records em 1931. Com o Duque, maneira que Duke Ellington era reverenciado, a palavra 'rock' conseguia popularidade não somente na comunidade negra mas tambem entre a população branca. Esta possivelmente seja a primeira vez que uma grande gama de pessoas da comunidade branca tenha ouvido a expressão.

Curiosamente, levou apenas três anos para a expressão aparecer no cinema. A película se chama "Transatlantic Merry-Go-Round", filme da United Artists de 1934, que têm em um de seus seguimentos musicais um grupo feminino chamado The Boswell Sisters, cantando uma canção chamada "Rock And Roll." Interpretação branca pastiche de um evento musical negro, a canção não oferece nenhuma sensualidade, nem mesmo rítmica. Contudo, ela é um marco mesmo assim, denotando a assimilação do termo, se não na música, mas ao menos dentro da cultura branca americana. Até a chegada da década de quarenta, a expressão rock and roll já seria bem absorvida na cena musical negra e tudo relacionado a ela. Desta maneira, tornava-se possível encontrar a expressão sendo usada em artigos ou reviews sobre determinada música ou artista.

Curiosamente, levou apenas três anos para a expressão aparecer no cinema. A película se chama "Transatlantic Merry-Go-Round", filme da United Artists de 1934, que têm em um de seus seguimentos musicais um grupo feminino chamado The Boswell Sisters, cantando uma canção chamada "Rock And Roll." Interpretação branca pastiche de um evento musical negro, a canção não oferece nenhuma sensualidade, nem mesmo rítmica. Contudo, ela é um marco mesmo assim, denotando a assimilação do termo, se não na música, mas ao menos dentro da cultura branca americana. Até a chegada da década de quarenta, a expressão rock and roll já seria bem absorvida na cena musical negra e tudo relacionado a ela. Desta maneira, tornava-se possível encontrar a expressão sendo usada em artigos ou reviews sobre determinada música ou artista.

Em fevereiro de 1948 uma música com o termo 'rock' finalmente conseguiria chegar a No.1 nas paradas do que eventualmente passaria a ser chamado de rhythm and blues ou simplesmente R&B. Digo eventualmente passaria a ser chamado porque com a segregação ainda como lei, os Estados Unidos mantinham praticamente duas sociedades e cidadanias distintas, dividas pela cor da pele. Até então, discos gravados por artistas negros para a comunidade negra, eram chamados de "race records", ou seja, discos da raça (negra). Mas as coisas iriam mudar de uma forma extremamente rápida, muito graças ao interesse do branco em ouvir e copiar esta música.

E um dos pivôs desta mudança seria "Good Rockin' Tonight", uma regravação de Wyona Harris de uma canção gravada originalmente por Roy Brown no ano anterior sem muito sucesso. Chegaria a número 1 nas paradas negras e seria novamente um sucesso quando regravado por Elvis Presley uma década depois. A canção fez tanto sucesso que todo mundo passou a usar o termo, como se fosse meio caminho para um sucesso de vendas. Iniciou-se uma sucessão de canções só no ano de 1948 com títulos como "Rockin' Boogie", "We're Gonna Rock", "Rockin' The House", "Rockin' At Midnight" e por aí vai.

Em meados de 1949, Wild Bill Moore lança "Rock And Roll", que nada tem a ver com aquela canção lançada pelas Boswell Sisters, e foi considerada por um crítico como sendo a gravação "mais alta" já feita até então, uma demonstração da dificuldade que a indústria estava tendo para definir este ritmo que rapidamente se popularizava. As vendas de discos em geral começam a aumentar, o que denota o início do que os americanos chamam de 'cross-over', ou seja, música de um mercado, no caso o negro, vendendo significativamente tambem em outro mercado, no caso o branco.

Acontece que nos Estados Unidos, depois da Segunda Guerra Mundial, iniciou-se no país um apogeu industrial. Depois da dura década que seguiu a queda da bolsa de valores, passou a ficar extremamente fácil encontrar emprego, comprar casa, carro e um sem número de eletrodomésticos recém inventados ou disponíveis agora pela primeira vez com preços compatíveis com a realidade da família de classe média. Os anos quarenta foram, segundo muitos, um ano sedado, onde a singularidade era mau vista, e o bom era a produção em massa. Assim nasciam ruas, as vezes bairros inteiros, onde cada casa era exatamente igual à outra, todas construídas juntas e vendidas com pagamentos facilitados a perder de vista em subúrbios recém urbanizados.À margem desta paixão pela padronização cultural, artística e intelectual, estavam os poetas Beats, que a imprensa chamaria de beatniks (nome tirado do 'Sputnik', então recém lançado ao espaço pela Rússia), para impingir neles uma conotação de subversivos e sugerir possivel afiliação comunista. Apesar dos Beats conseguirem levantar questionamentos legais sobre a censura de livros dentro do país, o que acabaria mesmo mudando a América de seu raciocínio homogêneo para o heterogêneo seria o interesse pela música negra por parte dos brancos, que se intensificaria durante a década de cinqüenta. Este interesse, fez com que o rótulo de 'race records' passasse a incomodar os ouvintes brancos, pelo seu cunho racista.

Foi então que Jerry Wexler, um judeu de Nova York que escrevia para a Billboard, cria a denominação Rhythm & Blues para esta música swingada, enraizada no blues. O termo pegou e 'race records' caiu em desuso.Com a chegada de 1950, o termo rock já virara mania e praticamente dois terços do que se lançava de R&B o continha em seu título. Se fizerem a pesquisa, encontrarão entre 1950 e 1952, títulos como "I'm Gonna Rock", "How About Rockin' With Me", "Rock With It", "Rock With Me", "Rockin' With Red", "Rockin' The Blues", "Rockin' Blues", "Sausage Rock", "Rock The Joint", "Rock Me Baby", "Rocking On Sunday Night", "Rocket 88", "Rock, H-Bomb Rock" e porque não, "Rock, Rock, Rock".
A sociedade de mentalidade homogênea viu o interesse de seus filhos e filhas núbiles atraídas por estas músicas de artistas negros como algo extremamente ameaçador. Rotularam a música de pagã e ameaçaram seus filhos com as chamas do inferno se elas continuassem a ouvi-la, e quando isto não funcionou, concluíram que o diabo estava os hipnotizando com aquela música medonha. Foi em meio a este clima que Alan Freed tenta acalmar os ânimos com a criação de um novo rótulo para esta música. Se Rhythm & Blues é música negra proibida a adolescentes brancos, então vamos inventar um novo tipo de música. E assim Alan saiu com o nome Rock And Roll. Daí em diante, a história já fica bem documentada e relativamente bem conhecida.

 

Eu estava devendo essa história.

Quando ainda era criança, Perkins aprendeu a tocar guitarra com um homem negro que trabalhava nos campos, e quando ele tinha sete anos, seu pai construiu para ele um instrumento feito de uma caixa de charutos, uma vassoura e arame de enfardar. Com seus irmãos, Jay e Clayton, ele formou uma banda e começou a tocar em pequenos bares na cidade.

A mistura única de Perkins de blues e Country, um estilo de Rockabilly, logo o levou a Sam Phillips e à Sun Records, em Memphis e muito breve ele se tornou um dos meninos de ouro daquela gravadora, juntando-se a Elvis Presley, Johnny Cash, Roy Orbison e Jerry Lee Lewis.

Em 1956 ele escreveu e gravou "Blue Suede Shoes", que se tornou sua assinatura musical. Diz a lenda que ele ficou inspirado ao ouvir por acaso alguém dizer que a garota que ele convidara para o seu baile de formatura havia pisado nos seus sapatos de camurça. Foi necessário um pouco de incentivo do seu amigo Johnny Cash para que ele escrevesse sobre assuntos banais, porque, como disse Perkins, "Eu não entendo nada de sapatos". A música foi um enorme sucesso, vendendo dois milhões de cópias e posicionando-o como o primeiro artista branco inovador a chegar às paradas de sucesso de música Country, pop e "Rhythm and Blues". Mas logo após o lançamento, Perkins, que então era casado e tinha dois filhos, quase morreu em um acidente de motocicleta. Ele passou um ano se recuperando, e durante esse tempo, uma jovem estrela chamada Elvis Presley gravou a música, e o seu estrelato explodiu e colocou na sombra a fama nascente de Perkins. "Eu estava lutando contra um gato bonitão chamado Elvis, que tinha lindos cabelos, não era casado e fazia todos os tipos de filmes", disse Perkins em 1986.

A ligação de quinze anos de Perkins com o alcoolismo, terminou quando ele jogou a sua última garrafa de whisky no Pacífico em 1967, também pode ter contribuído com o seu difícil caminho em direção ao sucesso. Mas Perkins encontrou a fama da sua maneira. Como compositor, ele foi responsável por clássicos como "Honey Don't", "M  "Matchbox", Everybody's Tryin' to Be My Baby", "Sure to Fall (In Love With You)", "Lend Me Your Comb" e "Glad All Over", todos eles gravados pelos Beatles.

Perkins encontrou os Beatles em 1964 e eles o convidaram para ir ao estúdio deles para ouvi-los gravar "Matchbox". A gravação terminou em uma sessão de improvisações até tarde da noite, e cimentou uma relação que duraria toda a vida. Depois que os Beatles se separaram em 1970, Perkins gravou a balada Country "Get It" no álbum de Paul McCartney de 1982, Tug of War, e tocou a parte da guitarra em "Ebony and Ivory", o dueto com Stevie Wonder que foi um sucesso. Quatro anos depois, ele se juntou a George Harrison e Ringo Starr no especial para a TV a cabo "Carl Perkins and Friends: A Rockabilly Session".
Em 1987, Perkins foi homenageado por sua contribuição à música e introduzido no Corredor da Fama do Rock and Roll. Em outubro de 1996, Perkins lançou o seu último álbum, "Go Cat Go!", que incluiu apresentações de Bono Vox do U2, McCartney, Paul Simon, Willie Nelson, John Fogerty e Tom Petty. No ano anterior, a saúde de Perkins começara a deteriorar, e embora ele conseguisse lançar sua autobiografia, ele acabou sendo internado em um hospital bloqueio na carótida. A angioplastia para resolver o problema foi bem sucedida, mas ele sofreu dois derrames cerebrais não muito fortes, seguidos de outro derrame forte em 16 de dezembro, o que levou o seu filho a fazer a declaração de que seu pai "estava nas mãos de Deus".

Em uma entrevista dada à revista Guitar Player publicada em março de 1997, Perkins falou sobre o seu quase fracassado processo de chegada ao estrelato. "Sabe, as pessoas durante estes anos às vezes me perguntaram "Carl, o que aconteceu com você? Você fez "Blue Suede Shoes" e depois sumiu. O Elvis se tornou uma super estrela, e também Johnny Cash, Jerry Lee, Charlie Rich, Roy Orbison - todos da Sun Records viraram super estrelas. O que aconteceu com você?

" E eu digo, eu fui para casa. Eu não desisti. Eu apenas não tive a mesma sorte que essas pessoas.

 

História do Bluegrass

A balada de rua das pessoas que migraram para as Américas no início dos anos 1600 é considerada a raiz da música tradicional americana. Sendo que os primeiros colonos se espalharam nas Carolinas, Tennessee, Kentucky e Virginha, faziam composições das suas experiências vividas do seu dia-a-dia nas terras novas. Como a maioria deles vivia em áreas rurais, as canções refletiam a vida na fazenda ou nas montanhas e estas músicas eram chamadas "Musica da Montanha" (Mountain Music) ou "Musica da Região" (Country Music). A invenção da Vitrola (phonograph) no início dos anos de 1900 tirou esta música das montanhas do sul dos Estados Unidos e a levou para pessoas espalhadas pelo país todo. O canto belo se tornou uma parte mais importante da música country. Artistas cantores, tais como Jimmie Rodgers, conjuntos de família como a Carter Family da Virginia e duetos tais como os Monroe Brothers do Kentucky contribuíram muito para o avanço da música regional tradicional.
Os Irmãos Monroe era um dos duetos mais populares da década dos anos 20 até os anos 30. Charlie era violonista , Bill tocava o bandolim e eles cantavam duetos em harmonia. Quando os irmãos se separaram em 1938, cada um seguiu formando sua própria banda. Uma vez que o Bill era um nativo do Kentucky, considerado o Estado do Bluegrass, ele decidiu de chamar sua banda "Bill Monroe and the Blue Grass Boys", e o som desta banda deu cria a um novo timbre da country music.

Bill Monroe & the Blue Grass Boys apareceram pela primeira vez no teatro "Grand Ole Opry" em 1939 e em breve se tornou uma das bandas mais populares saído dos estúdios de Nashville. A banda do Bill era diferente das demais bandas tradicionais da country music por causa do seu forte balanço e timbre sonoro, usando instrumentos acústicos tradicionais e apresentando harmonias vocais bem distintas. Esta música incorporava canções e ritmos de conjuntos de cordas , de música gospel (brancos e negros), canções operárias e gritos dos trabalhadores negros, repertórios do country e do blues.
As seleções vocais incluíam duetos, trios, cantos de harmonia em quarteto, além do vocal solo agudo e poderoso do Bill chamado de "High lonesome" (agudo solitário). Após experimentar várias combinações de instrumentos, o Bill resolveu o formato da sua banda como sendo bandolim, banjo, rabeca (violino caipira), violão e contra baixo.

Enquanto muitos fãs do Bluegrass consideram o ano do gênero como sendo 1939, época que o Bill formou sua primeira banda dos Blue Grass Boys, a maioria porém acredita que o som clássico do bluegrass se formou em 1945, logo depois que Earl Scruggs, um tocador de banjo de 21 anos da Carolina do Norte, se juntou à banda. Scruggs tocava seu banjo com uma técnica inovadora, usando 3 dedos (3-finger picking) que deixava audiências entusiasmadas cheia de energia e acabou sendo então chamada o estilo de banjo "Scruggs" . Igualmente influenciando na formação clássica de 1946 dos Blue Grass Boys eram Lester Flatt, de Spartansburg, Tennessee no violão e primeiro vocal conta o tenor do Bill Monroe; Chubby Wise, da Florida na Rabeca; Howard Watts, também conhecido pelo seu nome de comediante, "Cedric Rainwater", no baixo acústico.

Quando no começo o Earl Scruggs, e depois o Lester Flatt, deixaram a banda do Bill Monroe para eventualmente formar o seu próprio conjunto, "The Foggy Mountain Boys", eles decidiram incluir em sua formação uma guitarra resofônica, também chamada de "Dobro". Este instrumento, hoje em dia faz parte de muitas bandas de Bluegrass como resultado daquela época. Burkett H. "Uncle Josh" Graves da cidade de Tellico Plains, Tennessee, ouvia o Scruggs com seu estilo "3-finger picking" em 1949 e o adaptou para o seu, quase obscuro instrumento da barra deslizante (slide bar). Com Flatt & Scruggs de 1955 até 1969, Graves introduziu seu estilo muito emulado com toque de blues em seu dobro .

De 1948 até 1969, Flatt & Scruggs era a maior força de introdução do Bluegrass nos Estados Unidos através da televisão nacional, nas maiores universidades e colégios e em apresentações em escolas em inúmeras cidades. Scruggs escreveu e gravou uma das mais famosas musicas instrumentais, "Foggy Mountain Breakdown", que foi usada no longa metragem "Bonnie & Clyde". Em 1969 ele estabeleceu uma inovadora carreira solo junto com seus 3 filhos, "The Earl Scruggs Review", Scruggs ainda grava e se apresenta em datas selecionadas em grupos que normalmente inclui seu filho Randy no violão e seu filho Gary no baixo.

Após deixar a parceria com Scruggs em 1969, Lester Flatt continua com sucesso sua própria banda, "The Nashville Grass", se apresentado firme até pouco antes de sua morte em 1979. Nos anos 50, as pessoas começaram a fazer referência a este estilo de música como sendo a "Bluegrass Music". Bandas de Bluegrass começaram a pipocar pelo país inteiro e Bill Monroe ficou reconhecido com sendo o "Pai da Música Bluegrass" (Father of Bluegrass Music).

Nos anos 60 foi introduzido pela primeira vez o conceito dos "Bluegrass Festivals" , mostrando conjuntos que pareciam ser competidores entre si com uma audiência relativamente limitada na mesma conta em festivais de final de semana pelo país inteiro. Carlton Haney, de Raidsville, Carolina do Norte, ficou com o reconhecimento de ter encarado e produzido o primeiro festival de bluegrass music de final de semana, mantido em Fincastle, na Virgínia em 1965.

O aumento da disponibilidade de gravações da música tradicional, os festivais de bluegrass indoor e outdoor em âmbito nacional, o cinema, a televisão e os jingles comerciais de propaganda , mostrando bluegrass music, tirou esta música da obscuridade dos dias modernos. "Lester Flatt and Earl Scruggs & the Foggy Mountain Boys" alcançaram prominência nacional com patrocínio de turnê de Estrada pela empresa "Martha White Flour" e por tocarm a música do longa metragem "Bonnie & Clyde" mencionado anteriormente, e da mesma forma pel e da mesma forma pela show de televisão chamado Beverly Hillbillies (Família Buscapé). O filme "Deliverance" (Amargo Pesadelo) também mostrou bluegrass music em particular, o duelo de banjo (Dueling Banjos), gravado pelo Eric Weissberg no banjo e Steve Mandel no violão. Em 2001 a música do campeão de bilheteria para o filme dos irmão Coen, "O Brother, Where Art Thou" (Meu irmão cadê você) atraiu uma audiência mais ampla para bluegrass e música country tradicional .

Bill Monroe faleceu em 9 de setembro de 1996, quatro dias antes de completar seus 85 anos. Em maio de 1997, Bill Monroe recebeu a honra ao mérito dos artista famosos do Rock & Roll (Hall of Fame) pela fato da sua profunda influência com sua música dentro da música popular dos Estados Unidos.

A música bluegrass está sendo tocada e apreciada pelo mundo inteiro, a IBMA (International Bluegrass Music Association) conta com sócios em todos os 50 estados dos Estados Unidos e em 30 países. Em adição ao estilo original nascido em 1945 que ainda está sendo tocado amplamente, os conjuntos de bluegrass hoje em dia refletem influências de uma variedade de fontes incluindo jazz tradicional e de fusion, country music contemporânea, música celta, Rock & Roll ("Newgrass" ou bluegrass progressivo), "Old-Time Music" e "Southern Gospel Music", e juntando letras de música traduzidas para outros idiomas.

 

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